terça-feira, setembro 02, 2008

I wish I had a metal heart

Gostaria de ser menos flexível com as pessoas. Não tenho o menor dom para mandar (a não ser em namorados, hahaha), ser patroa.
Por exemplo hoje, quando tive que reclamar com a senhora que trabalha aqui em casa que a cabeceira da minha cama estava muito empoeirada. Fui um pouco grossa pra mostrar que eu 'tava insatisfeita, mas ela se mostrou super prestativa e foi limpar na mesma hora. Foi o suficiente pra me deixar com peso na consciência por ter sido estúpida.
Sou assim desde criança. Odiava quando via minha mãe dando "bronca" na nossa empregada ou nas funcionárias dela na clínica. Odiava quando me caía nas mãos "chefiar" algum grupo de trabalho na escola e precisar exigir mais dos meus colegas.
Quem é patrão é porque nasceu para ser patrão, por um lado deve ser gostoso, mas por outro a pessoa tem que agüentar poucas e boas.
Vejo pela minha mãe, o instituto de audiologia dela só é reconhecido pelo esforço que ela faz. É ela quem confere tudo, é ela quem fecha a clínica (às vezes depois das 22h), é ela quem tem menos dias de folga no ano, é ela quem tem que gritar com os outros quando a coisa 'tá ruim.
Por essas e outras que já vejo meu futuro pintado: fazer parte do proletariado, ter décimo terceiro, x dias de férias obrigatórios no ano, recesso em feriados, cesta de frutas no Natal...
E é assim que vai ser.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Lê o jornal da semana passada com os óculos engordurados, tem preguiça de limpá-los. Na realidade, não sabe como não teve preguiça de ler o jornal.
Ultimamente não tinha mais vontade de nada, respirar parecia difícil.
Saudades da infância, da adolescência, daquele professor lindo de biologia, das amigas da faculdade, dos colegas de trabalho, da família. O tudo tinha virado nada.
Ela não sabia se poderia continuar, mas também não tinha coragem de acabar com tudo. Ou com nada.

sábado, agosto 23, 2008

Apelo

Ajudem a garota
Coitada
Uma linha fina sufoca seu coração

terça-feira, agosto 19, 2008

Surto

As inscrições pros vestibulares 'tão abrindo e eu não sei direito o que quero fazer da minha vida.
Essa é uma fase louca, eu só tenho 18 anos (-50 dias) e tenho que decidir o que vou fazer pro resto da vida. Como assim?
Quando eu tinha uns onze, perguntei pro meu pai que curso as pessoas que gostavam de ler e de escrever faziam. Ele me respondeu que faziam direito ou jornalismo, e foi aí que minha odisséia começou. Sim, com onze anos de idade e que se estende até hoje.
Ano passado eu decidi que faria direito. Faria direito, iria entender tudo de leis e de política. Afinal, gosto de história, filosofia e sociologia, o que teria a perder? Eu iria usar boina de feltro, sapato, participar de discussões, reviver 68. Depois de formada, iria fazer mestrado na França ou na Itália. Meu pai é advogado, 'tá no sangue. Já me imaginava até com a mochilinha do curso.
Mas aí as universidades abrem essas malditas inscrições, e me deparo com uma lista de cursos que morro de vontade de fazer. Além de direito e o tal do jornalismo, me encaram letras, história, desenho industrial, artes visuais, psicologia, cinema e vídeo (em algumas faculdades)...
Eu quero fazer direito, mas ao mesmo tempo quero escrever pra jornal, desenhar, dirigir, conhecer tudo de literatura... :~
E agora, José?

sábado, agosto 09, 2008

Bandidagem

- Ah, eu te amo querido!
- Linda.

Ela ama. Passa o café, lava as cuecas, cozinha, faz massagem. É Amélia.
Ele gosta.

- Hoje vou te fazer uma janta.
- Não, hoje vou no churrasco do Tiago.
- Ahhhhh, môr.
- Pô, não faz essa carinha, não. Perco o tesão de sair daí.
- Mas é que eu queria que você ficasse comigo...
- Ô, neguinha. A hora que eu chegar fico.
- ...
- Ah, num chora. Você sendo egoísta. Se continuar assim...
- Tudo bem, tudo bem. Só não chega muito tarde.
- Minha carona chegou. *beijinho*
- Eu te amo!

Ela chora.

"Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
(...)"

[Tom Jobim/Chico Buarque]

quarta-feira, agosto 06, 2008

Fantasia

Ela era coisa fina.
Maravilhosa, educada, inteligente. Estudada, falava sozinha em francês e não entendiam porra alguma. Tava estudando pra ser diplomata.
Gostava de comida requintada, de ópera, Vivaldi, Guimarães Rosa.
Conhecia todas as regras de etiqueta, gastava horrores com vestidos de Oscar de La Renta, só usava maquiagem Givenchy pra cima.
Não usava banheiro público.
Mas e na cama?
Na cama apanhava, gritava, era puta de quinta categoria.

sexta-feira, agosto 01, 2008

"Amiga parceira é amiga solteira."

Então nunca fui parceira.

Eu gosto de namorar, de verdade, e isso me resultou um número razoável (4) de namorados pra minha idade e um não tão razoável de quase namorados, mas tudo bem.
(não tenho planos de aumentar esses números)
Gosto de monogamia e não venha me chamar de retrógrada por isso.
Acho que o fato que explica tudo isso é o de que nunca gostei de baladas (pelo menos as de Guarapuava são uma merda), pegação, rala-e-rola. Esse tipo de lugar inspira a poligamia, querer experimentar tudo e todos. Não, isso nunca foi pra mim.
Quando eu namoro alguém, gosto de compartilhar as coisas, procuro me interessar pelos interesses (dã) da outra parte envolvida, gosto de conhecer os amigos...Mas não pense que sou uma machista que adora servir, muito pelo contrário, as coisas devem ser do meu jeito e ponto final.
Vivi bons e ruins momentos em cada relacionamento que tive, tudo bem que em alguns foram muito mais ruins do que bons, mas tudo faz parte de um aprendizado (inclusive o arrependimento).
Não sou letrada em assuntos de amor e paixão, mas posso dizer que as pessoas têm medo de se relacionar (homens e mulheres) e isso é triste, porque não tem nada melhor do que alguém que você ama te apoiando nas horas mais difíceis (e boas também, é claro).
Peço desculpas pelo meu discurso de menininha do séc. XIX, mas não troco meu namorado nem por mil amigas parceiras.

quinta-feira, julho 31, 2008

Em posição fetal, chorava com um bebê.
No acolchoado...o cheiro.

sexta-feira, julho 25, 2008

ET, telefone, minha casa.

Onde é minha casa? Com certeza não é mais em Guarapuava.
Descobri isso no primeiro dia das minhas férias, quando cheguei lá.
O meu quarto no apartamento da minha família não era só meu, também era da minha irmã de oito anos (a idade é só um mero detalhe, ela é mais sábia do que muita criança de dezoito). O quarto continua sendo dela, mas não é mais meu, quando entrei lá há 3 semanas atrás, percebi isso na hora.
São só os livros dela na estante, são só as coisinhas dela na cômoda, o computador tem um wallpaper que ela escolheu. Minhas coisas que ainda não vieram pra Curitiba habitam o armário: meus livros do Anglo, minha mochila velha, meu cubo Meteoro, o tripé da câmera, a caixa da câmera. Coisas que antes ficavam espalhadas pelo quadrado agora ficam entulhadas num guarda-roupa.
Não que eu ache isso ruim, eu preciso mesmo criar asinhas e sair do colo da mamãe...mas o foda é que eu ainda não considero "meu" (porque o cordão umbilical se extende até o aluguel) apê daqui de Curitiba minha casa.
=~

terça-feira, julho 22, 2008

Gelatina

Põe pó
Bebe
Bebe
Bebe
Balança

Amolece

Derreteu
(um miolo, dois miolos, três miolos...)

sábado, julho 19, 2008

Thirteen

É muito fácil me deixar nostálgica. Não sei se é porque meus anos anteriores foram muito fodas ou porque o presente é uma merda.
Ontem eu e meu namorado vimos "A Mão Assassina" na televisão, PUTAQUEPARIU, foi pedir pra eu ficar (quase) a tarde inteira me lamentando. Como meus 12, 13, 14 anos foram bons...e olha que não são anos MUITO distantes.
Sei lá o porquê de o começo da minha adolescência ter me marcado tanto, mas foram anos muito legais. Minha única obrigação era passar de ano no colégio e pronto, de resto eu só me preocupava em comer muita junkie food, ver filme trash e idolatrar o Blink 182 com as minhas amigas. Ah, sem esquecer o sonho de montar uma banda, e olha que eu até tocava guitarra...aliás, foi na escola de música que eu conheci meu namorado (PRA VALER, porque eu já tinha visto ele em uma festa de aniversário da minha melhor amiga, ele era melhor amigo do primo dela. Hahaha), ele também era "punk rocker" igual a mim! Que lindo, né?
Enfim...não quero pagar de experiente, vivida, até porque tenho consciência de que não sou merda nenhuma disso, nem parecer clichê, mas todo mundo fala que a faculdade é a melhor fase da vida e blá blá, não posso opinar nem sobre isso porque (se as "entidades quaisquer" colaborarem) só vou vivenciar tudo isso no próximo ano, pode até ser que seja uma época demais, mas acho que nada ganha da adolescência. O que há de melhor além de se descobrir coisas?






olha que coisinha fofa o Thomas, como eu não ia me apaixonar? :o


ps.: ouvindo - Green Day . Longview
AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH

terça-feira, julho 01, 2008

Sobre ser limpinha

Não suporto gente porca. Seja homem ou mulher, mas acho que mulher porca é algo mais espantoso do que homem porco, um dos reflexos do machismo, né pessoal? Hahahaha.
Uma coisa que me intriga muito é o fato de existirem mulheres vaidosas que não são lá muito limpinhas. Sim, isso existe. Antes eu achava que eram coisas interligadas, mas vi que não.
Pensava eu que o ano de cursinho seria um ano em que eu me preencheria de cultura e conhecimento, e isso realmente está acontecendo, mas estou aprendendo mais sobre coisas (inúteis/fúteis) da vida cotidiana (vide outros posts que já fiz aqui) do que sobre a Revolução Bolchevique.
Quem fez Positivo sabe a quantidade de patrícias e maurícios que lá estudam. Eu estudo na sede da Vicente Machado e lá pipoca gente assim (isso que eu estudo no período da tarde), meninas com a sobrancelha simétrica e bolsas Prada de r$2.000,00.
Sempre tive uma admiração por essas pessoas, já que imagino começarem a se maquiar pelas 11h pra chegarem ao cursinho às 13h30 prontas para um desfile de moda. Minha vazia admiração acabou esses dias, por conta de uma situação que se repetiu diversas vezes, quando eu precisava usar uma "cabininha" do banheiro, após esta ser utilizada por alguma Bru, ou Cami, ou Pri, ou Karol...preciso desabafar:
DE QUE ADIANTA IR COM A MERDA DE UM TÊNIS DE R$500,00 PRA AULA E FAZER LUZES TODA SEMANA NO CABELO SE VOCÊ NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENROLAR O ABSORVENTE SUJO EM UM PEDAÇO DE PAPEL HIGIÊNICO?

Pronto, falei.