quinta-feira, agosto 03, 2006

"Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar ...


Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar ...
__Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar !


Minh’ alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus !


O amor dum homem ? __Terra tão pisada,
Gota de chuva ao vento baloiçada ...
Um homem ? __Quando eu sonho o amor de um Deus ! ..."

[Ambiciosa - Florbela Espanca]
Charneca em Flor (1930)

3 comentários:

luiz disse...

Ai! Não fala isso, por favor!

Nelson disse...

hã..
gosto msm eh de Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo u.u

Arielle disse...

a sua sogra já te disse q não pode confiar nos homens, até msmo no filho dela?